Ramirez “derruba” Rizzo no treino
20/12/2007
Mandei avisar em casa que ano que vem tô lutando Vale-Tudo. A mulher ficou louca, mas a verdade é que sempre tive vontade. Se na minha época as oportunidades fossem como hoje, talvez tivesse feito como meu amigo Minotouro e trocado o curso de direito pelos ringues. Já havia desistido da idéia de um dia poder mostrar minhas fotos trocando porrada em cima do ringue, mas me animei quando ouvi falar do tal circuito amador.
Ainda que não tenha mais idade para lutar profissionalmente, dá para ficar conhecido como “o casca-grossa do circuito amador”. Revelei tal anseio a minha querida esposa e me arrependi profundamente. Preferi achar que o seu riso de deboche veio da mais profunda preocupação com a integridade física de seu amado. De qualquer forma, doeu não ter o apoio da própria mulher. Como bom guerreiro, decidi que a primeira batalha seria conquistar o apoio da Dona Maria.
Comecei a ingrata missão por levá-la para assistir ao evento de estréia do Circuito de Vale-Tudo Amador. Estávamos lá nas arquibancadas da Delfim durante as primeiras cinco lutas. E isso foi tudo o que minha mulher se permitiu assistir. Na hora achei que o que a incomodou foi ver a garotada menor de idade trocando porrada pra valer. Mas antes de deixarmos o local ela me apunhalou: “Ramirez, meu amor, se você subir no ringue com um desses garotos tá perdido. Escolhe outro esporte”. Para quem não conhece a minha mulher, poderia soar como deboche, mas o pior é que não é. O comentário veio recheado da mais pura sinceridade da parte dela.
Minha mulher sempre teve a capacidade de colocar a sinceridade a frente de tudo. Sabe quando a gente conta aquelas histórias para os amigos e exagera um pouquinho ali ou acolá? Pois eu tenho que tomar o maior cuidado com isso, porque se minha mulher estiver por perto ela me desmente na hora: ”Ramirez não foi bem assim!”. Mas todo mundo tem seu fraco. Outro dia ela viu um motoboy devolvendo uma mala de US$ 6 mil encontrada em um shopping e falou: “Que maluco. Eu não devolvia!”. Disse em alto e bom tom na frente das crianças e eu tive que interferir. Meus filhos são pequenos, estão em formação, e precisam acreditar na honestidade dos seus pais.
Mas o que tem minha mulher de sincera tenho eu de teimoso. Propus um desafio a ela. Marcaria um treino com algum casca-grossa profissional e ela avaliaria o meu desempenho com toda a sinceridade que lhe é peculiar. Se me achasse capaz, passaria a me apoiar na empreitada. Como não sou bobo, liguei para meu amigo Pedro Rizzo e fiz um relato da situação. Pedi a ele que me ajudasse e ele foi mais do que um amigo. Disse que me aliviaria no treino e até cairia umas duas vezes simulando knock Down. Pronto, o cenário estava montado.
No dia e hora combinado tive um dos meus maiores momentos de glória. Troquei de igual pra igual com o Rizzo e ainda levei o cara a knock Down. Mas no fim do último treino, acho que instintivamente, ele soltou um chute de leve na minha perna. Aí não agüentei, cai para não levantar mais. Na verdade, tô até hoje sem andar direito. Tomei um banho e quando retornei cheguei a tempo de ouvir minha mulher agradecendo ao Pedro Rizzo. Bom, se ela estava agradecendo é porque havia gostado, pensei. Aí me enchi de esperança e perguntei sua opinião. Ele, sincera como sempre, disparou. “Você estava passando no teste, mas foi nocauteado no final”. Fiquei sem argumento, mas estou decidido. Com o sem o apoio dela, ano que vem luto o circuito. E convoco todos os maiores de 40 anos a me acompanharem.
** Nota da redação: A mulher do Ramirez, sincera como só ela, fez questão de nos mandar uma nota avisando que ligara para o Pedro Rizzo pedindo que aliviasse seu marido no tal treino, mas para que desse um jeito de tirá-lo de combate no final. Disse ela estar zelando pelo bem do marido, que não tem tempo para treinar e se expor em cima do ringue…

Vovó Rita, 53 anos, resolveu fazer mais filmes pornôs. Na verdade fechou um pacote de mais cinco pela bagatela de R$ 2 milhões. No primeiro da série, batizado de “Flor da Pele”, vai contracenar com o marrento biscateiro Oliver, que fazia parte das armações dos testes de fidelidade do programa do João Cléber, que Deus o tenha. Pode ser que alguém diga que é um dinheiro mole, mas dependendo do roteiro pode ser um dinheiro duro… bem duro. Que o diga Vovó Rita, que em seu filme de estréia foi se meter ou foi metida, ninguém sabe ao certo, a encarar uma cena de penetração anal. Quem assistiu sabe que a cara de dor da estreante era de dar dó.

