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Rio de Janeiro,
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O maluco da “Luta Livre”
Outro dia estava no aeroporto aguardando um vôo quando, de repente, um coroa careca se aproxima e estende a mão para me cumprimentar. De início não o entendi. Ele começou a falar de luta, tirou um Jornal do Vale-Tudo do bolso e pediu que eu autografasse a minha coluna. Achei bacana o cara me reconhecer, até porque, pessoalmente, não sou exatamente igual à caricatura que vocês estão acostumados a ver no jornal. Mas foi só eu dar um pouco de atenção que a fera mostrou seus dentes. O tal coroa, que se apresentou como Michael, começou a dar sinais de que não batia bem quando pediu a uma comissária que passava pelo saguão do aeroporto para tirar uma foto nossa. Antes que a moça apertasse o botão, o cara bateu duas vezes no próprio peito, armou uma guarda de leopardo, com os dez dedos abertos em forma de garra, e rosnou. Mas rosnou de verdade, feito um leão da montanha. Tão alto que metade do aeroporto riu e a outra metade correu. A coitada da fotógrafa ficou no meio do caminho. Prendeu o riso e só não correu porque estava com a câmera do maluco na mão. Leia a íntegra desta seção na edição nº 13 do Jornal do Vale-Tudo |
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EDITORIAL |
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