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Rio de Janeiro,
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Uma bagunça chamada Brasil ramirez@jornaldovaletudo.com.br
A gente fica criticando o segmento da luta e querendo que ele seja mais organizado e reconhecido. Mas se olharmos ao redor veremos que não estamos tão mal assim. Somos, por exemplo, um país em que se implanta um sistema de aprovação automática nas escolas públicas para melhorar estatísticas, Não interessa se estamos criando antas profissionais, o importante é que, nos gráficos, os índices de reprovação e analfabetismo serão drasticamente reduzidos. Faltas também não são problema e não servem como argumento para reprovar. O que não pode faltar é merenda. Afinal seria desumano não alimentar as antas, ops, crianças. Nossos políticos se escondem atrás de ternos nem sempre bem cortados e acham que se iniciarem cada frase com o tratamento “vossa excelência” têm o direito de falar o que querem uns aos outros em rede nacional. Uma vez eleitos e já adaptados às regras do jogo trabalham arduamente para construírem um mundo melhor, para eles é claro. Votam seus próprios aumentos de salários, praticam a política do toma lá da aqui no meu bolso e quando são pegos usam sempre as três frase que um amigo meu afirma serem impresncindíveis quando se está em meio hostil. A primeira é “não fui eu”, Se não funcionar, tenta-se a “Quando eu cheguei já estava assim”. Se não houver remédio, lança-se mão da terceira frase, uma verdadeira arma letal: “foi ele!”. (...) Leia a íntegra desta seção na edição nº 10 do Jornal do Vale-Tudo |
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EDITORIAL |
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