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Rio de Janeiro,
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A Fauna que nos ameaça
Na infância me chamavam de cabeça. Na adolescência virei Araken. Na academia eu era o Pé de Queijo. Só fui reassumir meu nome depois que comecei a estagiar em um escritório de Direito Trabalhista. Ali me dei conta de que, Dr. Cabeça ou qualquer um dos meus outros apelidos não inspiraria nenhuma confiança em um cartão de visitas ou na placa da porta do meu futuro escritório. Hoje sempre lembro dessa história cada vez que vejo o card de um evento de lutas no Brasil. É de chorar de rir. Não consigo entender como um cara maior de idade, um atleta que se diz profissional e entra em um ringue disposto a trocar porrada, não se preocupa com o nome que está utilizando para escrever sua carreira. O que será que vai na cabeça de uma criatura ao adotar um nome de guerra do tipo “Porco Louco”, “Pai de Santo”, “Nego Blá”, “Mamute”, “Homem Aranha”, entre outras tantas barbaridades que desfilam nos cards dos eventos nacionais. (...) Leia a íntegra desta seção na edição nº 10 do Jornal do Vale-Tudo
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EDITORIAL |
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