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Rio de Janeiro,
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Ave, Napão! “Ave, Caesar, morituri te salutant”. Traduzindo do Latim, a frase significa “Ave, César, os que vão morrer saúdam-te”. Utilizada pelos gladiadores para cumprimentar o imperador na antiga Roma, antes das lutas, a frase servia para mostrar que os guerreiros estavam dispostos a enfrentar a morte. Traduzindo para os dias de hoje, proponho que todos lancem mão do termo “Ave, Napão” para cumprimentar a bravura do guerreiro Gabriel Gonzaga Napão. Mesmo sabendo que era desacreditado até mesmo por boa parte do público brasileiro, Napão, um mês antes de sua luta contra o croata Mirko Cro Cop, disse em entrevista ao Jornal do Vale-Tudo: “vou para meter a porrada. Ganhar por nocaute ou finalização”. E foi o que fez. A desconfiança em relação ao possível desfecho da luta não tinha origem em um questionamento técnico de Napão. Mas o implacável cartel de Cro Cop, que já demoliu os mais experientes lutadores com sua canelada fatal, insistia em falar mais alto. Acontece que a primeira batalha de um lutador é contra ele mesmo, dentro de sua cabeça. E essa, Napão já havia mostrado aqui, em nossas páginas, que estava vencida. O que se viu no combate foi um Napão destemido, confiante e indo para cima de um lutador experiente que tinha a “pressão” de confirmar o seu serviço contra o brasileiro. Não só não confirmou, como acabou vítima de seu próprio veneno, nocauteado por uma violenta canelada. Essa é a beleza do esporte. A possibilidade de superação e de quebra de previsões. Depois do seu grande feito, Napão conquista o direito de disputar o cobiçado cinturão dos pesados do UFC contra Randy Couture. Espero que dessa vez nós brasileiros estejamos todos unidos, acreditando realmente, e não apenas torcendo, na vitória de nosso representante. Como homenagem, dedicamos nossa capa e toda esta edição ao guerreiro Gabriel Gonzaga. Ave Napão!
José Mauricio Costa |
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EDITORIAL |
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