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Rio de Janeiro,
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Façamos a nossa Revolução Muitas vezes me pergunto se o falecido mestre Carlos Gracie realmente acreditava que um dia aquele Jiu-Jitsu que ele treinava com os irmãos lá no Pará, no início do século passado, iria revolucionar o mundo das artes marciais. Da mesma maneira, fico pensando como Rorion Gracie, criador do Ultimate Fighting Championship, assiste a mais uma revolução no cenário mundial das lutas, provocada pela artilharia do show que um dia ele e um ex-aluno esboçaram em um guardanapo. Aliás esse pedaço de papel está em exposição no Museu Gracie, na Califórnia. Esse é um orgulho que ninguém tira de nós brasileiros. O Vale-Tudo nasceu e foi apresentado ao mundo por nós. Por mais que a distância entre o grau de desenvolvimento do esporte lá fora e aqui dentro seja enorme, temos que acreditar sermos capazes de mudar essa realidade. E mais do que acreditar, temos que trabalhar por isso. Nesse sentido gostaria de tirar o chapéu para todos os promotores de eventos nacionais. Pessoas que lutam contra toda sorte de dificuldades e preconceitos para dar sua contribuição no processo de evolução do Vale-Tudo aqui dentro. Assim como Carlos, Hélio e Rorion Gracie acreditaram nos seus sonhos e mudaram as artes marciais, não tenho dúvidas de que um dia colheremos todos os frutos de nossos esforços. A recente compra do Pride pelos proprietários do UFC tem o seu lado positivo nesse processo. Com os dois maiores eventos do mundo remando juntos, para o mesmo lado, o barulho feito pelo esporte no cenário internacional tende a aumentar muito. Ouviremos os ecos por aqui e ganharemos mais força para continuarmos na luta. O mais dificil nós já fizemos, que foi convencer o mundo de que o esporte que inventamos poderia chegar onde está chegando. Agora, enquanto uma nova era se inicia para o Vale-Tudo internacional, façamos aqui a nossa própria revolução.
José Mauricio Costa |
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EDITORIAL |
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